h1

Crise criativa, o clichê do preguiçoso arrogante

outubro 7, 2010

Eu já perdi as contas de quantos textos comecei a escrever pra postar aqui e não terminei ou não postei. Salvo no e-mail e largo lá, tomando gosto. Antes, cumpre informar: quase tudo é bloqueado no trampo. WordPress, inclusive. Não leio e nem comento em blogs, uma tristeza. Uso um cadim do Twitter pelo celular, mas é um saco escrever em tecladinho qwerty. E quando chego em casa quero ver minhas séries e jogar Wii; logo, que hora eu escrevo?

E não é por falta de pauta: eu morro de vontade de escrever, sobre muita coisa. Algumas eu não digo pra manter o mínimo da minha privacidade, outras, por preguiça, e algumas eu não comento simplesmente pra evitar a fadiga de esculachar analfabetos funcionais surfando nas buscas no Google, que caem aqui de paraquedas, cagam atrás da porta, chutam o cachorro e vão embora fedendo cachaça.

Se eu fosse mais sem-vergonha, publicaria os textos pela metade, cheios de erros e vazios de sentido e foda-se. Mas não, eu tenho uma reputação a zelar. Há quem leia e goste disso aqui, por increça que parível. E eu tenho um certo carinho por essas pessoas. Até pelos stalkers, vejam só. Devo ser muito carente.

No entanto, a realidade é uma só: desde que me mudei para SP, perdi minha inspiração. Que vinha daquele emprego odioso e da vida de merda que eu levava na roça. Dos argentininhos de metro e meio de altura e camisas xadrez, que faziam toda sexta-feira parecer uma festa junina no Condado*. Perdi meu assunto preferido e, tenho que admitir, escrevo melhor quando estou contrariada. Perdi meu mojo.

Também tem o lance de eu ter me tornado uma respeitável senhora casada. Gente casada e feliz é muito chata, sejamos sinceros. Claro que eu acho as piadas internas que eu e o Amado temos as mais engraçadas e inteligentes do mundo, mas são tudo isso só pra gente. Eu ainda tenho noção, né? Quando eu tava largada e azeda eu devia ser bem mais interessante, até porque as pessoas adoram a mazela alheia. “Poxa, que merda que eu tô, mas aqula mina do blog tá bem pior, só texto de fossa. Vou lá.”. Pois é, queridão, cabô. Minha fossa amorosa agora resume-se a ficar emburrada porque o Amado reclamou dos meus sapatos jogados pela casa ou porque ele comeu meu último Talento com avelãs durante a minha TPM.

Enfim, minha vida tornou-se monótona e comum. Aos olhos dos outros, claro. Aos meus, tá tudo direitinho, mesmo que isso seja meio entediante (e existe alguém satisfeito 100% do tempo?) às vezes.

Uma coisa é certeza: uma hora eu surto. Aí, prometo que as coisas ficarão mais divertidas.

8 comentários

  1. Olá. Gostei do seu texto. Com base no contexto apresentado nele, tenho duas perguntas: 1. Você prefere ser feliz ou ser interessante? 2. Por quê?
    Obrigado.
    Abraços!


  2. Ah, pensei mais uma: ser feliz e ser interessante são possibilidades mutuamente excludentes?


    • 1- Isso não depende de mim, depende do interlocutor. Eu me acho interessante o tempo todo, feliz ou infeliz.

      2- Sei lá, ué.

      3- Não pra mim.


      • Mmmmm… ok. See you.


  3. Meu você é totalmente louca…


    • E seu nome é totalmente cafona.


  4. Marido que rouba talento na época de TPM merece lavar TODA a louça do mundo! rsrsrs

    Ótimo texto! Bjs


  5. Em plena crise criativa, achei a sua…



Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.